Semana passada, Netflix anunciado a aquisição da InterPositive, uma empresa de IA cofundada por Ben Affleck que ajuda cineastas a editar imagens na pós-produção.
Este negócio pode valer até US$ 600 milhões, de acordo com Bloombergpotencialmente classificando-o entre as maiores aquisições de todos os tempos da gigante do streaming. O máximo que a Netflix já pagou por uma única aquisição foi aproximadamente US$ 700 milhões para a Roald Dahl Story Company.
Embora a Netflix não tenha confirmado publicamente os detalhes, fontes dizem à Bloomberg que o pagamento real em dinheiro pode ser menor, com os proprietários da InterPositive elegíveis para pagamentos adicionais vinculados a metas de desempenho específicas.
A InterPositive fabrica ferramentas que ajudam os cineastas a trabalhar com mais eficiência na pós-produção – abordando questões de continuidade ou melhorando cenas, por exemplo – mas não gera novos conteúdos nem usa filmagens sem permissão.
Esta aquisição enquadra-se no esforço mais amplo da Netflix para integrar a IA na produção de conteúdo. A empresa já usou IA generativa em seus programas e filmes originais, inclusive para criar uma cena de desabamento de prédio na série argentina “O Eternauta”.
Os rivais estão se movendo na mesma direção. Amazônia está construindo equipes internas de IA para projetos de cinema e TV, enquanto Disney fechou um acordo com a OpenAI.
Nem todos estão a bordo. Trabalhadores de toda a indústria cinematográfica levantaram preocupações sobre possíveis perdas de empregos e se as empresas de IA estão compensando os criadores de forma justa pelos dados de treinamento.
Evento Techcrunch
São Francisco, Califórnia
|
13 a 15 de outubro de 2026

