A geotérmica aprimorada teve alguns anos promissores, impulsionada pela demanda insaciável de eletricidade dos data centers. A Fervo Energia tem negócios fechados nesses ventos favoráveis, sugerindo, mas não garantindo que a empresa superou o “vale da morte.”
O termo descreve quando uma startup provou sua tecnologia, mas não levantou dinheiro suficiente para mostrar que pode funcionar lucrativamente em grande escala. Muitas startups não conseguem ultrapassar esse ponto e acabam morrendo.
Exatamente quando uma startup emerge do vale da morte é discutível. Uma medida é se ela pode levantar dívidas de financiamento de projetos que não estejam vinculadas à própria startup. A Fervo já levantou dívidas antes, mas hoje anunciou um empréstimo de US$ 421 milhões que é considerado “sem recurso”, o que significa que a responsabilidade pelo empréstimo está vinculada ao projeto específico. A inadimplência afundaria o projeto, não necessariamente a empresa.
Não que o projeto esteja em perigo. O financiamento é para a usina de energia Cape Station da Fervo, em Utah, que começará a operar este ano antes de atingir 100 megawatts no início de 2027 e, eventualmente, 500 megawatts quando estiver totalmente construída. Toda a energia foi comprada neste momento.
Fervo destacou que o financiamento sem recurso normalmente não se aplica a instalações pioneiras, como a Cape Station – mais ou menos. Embora o local não esteja totalmente desenvolvido, a Fervo possui dados sobre mais de uma dúzia de poços perfurados lá. Isso sem dúvida ajudou a empresa a fechar o negócio.

